sábado, 29 de janeiro de 2011

OS CAMINHOS DE DEUS

Conta-nos uma lenda oriental que havia certa vez três árvores em uma floresta. Elas conversavam entre si, planejando o que queriam ser quando ficassem adultas.

Uma das árvores disse que, quando crescesse, queria ser transformada num belo palácio. A outra disse que, quando crescesse queria ser transformada em um espaçoso navio, que velejasse pelos mares, carregando reis e príncipes. A terceira árvore disse que queria permanecer na floresta, apontando sempre para Deus, o Criador de todas as coisas.

Um dia veio o lenhador e cortou a primeira árvore. Mas, ao invés de ser utilizada em um palácio, a sua madeira foi empregada na construção de um curral de gado, onde nasceu o Menino Jesus.

As pranchas de madeira da segunda árvore que queria ser um grande navio, foram aproveitadas na armação de um pequeno barco que, singrando docemente ás águas do mar da Galiléia, conduzia o Mestre, o qual, do seu convés, pregava às multidões.

Finalmente, a terceira árvore, que queria ficar de pé, apontando para Deus, foi convertida em uma cruz, onde foi pregado o Redentor da humanidade. Desde então aquela cruz, instrumento de suplício atroz, vem apontando o amor de Deus aos homens.

Diz-se que Deus escreve certo por linhas tortas. Nem sempre os nossos ideais combinam com a vontade de Deus. Às vezes planejamos uma coisa e Deus, na sua sabedoria, traça outros caminhos para nós. Entretanto, em tudo o que Deus faz, ele visa sempre o nosso bem. Diz ele na sua Palavra: “Porque os meus pensamentos não sãos os vossos pensamentos, nem os vossos caminhos os meus caminhos. Porque assim como os céus são mais altos do que a terra, assim são os meus caminhos mais altos do que os vossos caminhos, e os meus pensamentos mais altos do que os vossos pensamentos” (Isaías 55.8,9).

Deus sabe o que é melhor para nós. Às vezes planejamos alguma coisa, depois descobrimos que isso não é bom para nós. Além disso, Deus usa tudo o que nos acontece, para o nosso bem. Até as coisas aparentemente más. Aquelas três árvores planejaram uma coisa. Os seus planos se cumpriram, mas não exatamente como elas planejaram. Diz Salomão em Provérbios 16.1: “O homem faz planos, mas Deus traça os seus caminhos”. Em outras palavras: o homem planeja e Deus maneja.

Por isso, ao fazermos qualquer plano, pensemos sempre em Deus. Peçamos a sua orientação, na certeza de que Deus fará com que todas as coisas que nos acontecem cooperem para o nosso bem.


Lindolfo Pieper

Jaru, RO – Brasil

Igreja Evangélica Luterana do Brasil




sábado, 15 de janeiro de 2011

A ESPERANÇA DO CRISTÃO


Um homem perdeu a sua casa num deslizamento de terra. Os bombeiros trabalharam o dia todo à procura de uma criança que fora soterrada com a casa, e nada de encontrá-la.

Quando os bombeiros estavam para paralisar o serviço de busca, já tarde da noite, ouviu-se um gemido no meio dos entulhos. Cavaram um pouco e conseguiram tirar a criança com vida. E o pai, com a criança nos braços, exclamou cheio de alegria: “Eu sabia que o meu filho estava vivo, nunca perdi a esperança de encontrá-lo vivo!”.

Diz um ditado popular: “A esperança é a última que morre”. Parece que todos estão sempre esperando alguma coisa. O pobre espera ficar rico. O doente espera ficar bom. O estudante espera passar de ano. O sem-terra espera uma colocação. O político espera ganhar a eleição. O desportista espera que o seu time seja campeão. E o brasileiro, em geral, está esperando que a situação do país melhore, e que haja mais emprego e menos recessão.

Também o filho de Deus espera. Além de esperar pelas coisas materiais, o cristão espera também pelas coisas espirituais. Especialmente na época difícil em que vivemos, o cristão espera pelo Senhor. Ele olha ao seu redor e não encontra saída para os seus problemas. Como o salmista, no Salmo 39, versículo 7, ele pergunta: “E agora, Senhor, o que posso esperar?” E logo encontra a resposta: “A minha esperança está em ti”.

Mas, por que o cristão espera no Senhor? Em primeiro lugar: ele espera no Senhor porque Deus é o nosso Criador. E Deus, como nosso Criador, nos protege, nos guarda e nos livra de todo o mal. Em segundo lugar: o cristão espera no Senhor, porque ele é o nosso Salvador.

Deus não apenas criou o homem, mas ainda o salva de todos os pecados. E como seu Criador e Salvador, Deus é agora, em Cristo, o seu melhor amigo. Diz o poeta sacro: “Em Jesus amigo temos, que sofreu a nossa dor. E nos manda que levemos os cuidados ao Senhor. Falta ao coração dorido, gozo, paz, consolação? Leva, ó coração ferido, tudo a Deus em oração”.

Em quem você espera? É Jesus também o seu melhor amigo? Você já aprendeu a lançar sobre ele todas as suas preocupações?

Se ainda não, então faça como o salmista: deposite ainda hoje a sua esperança no Senhor. Você então terá paz e segurança aqui na terra; e, no futuro, a vida eterna, que Deus na sua graça nos promete dar!


Lindolfo Pieper
Jaru, RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasi
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sábado, 1 de janeiro de 2011

DEUS CARREGA O MUNDO


Existe uma lenda que conta a história de um gigante que era capaz de carregar o mundo nas costas. O nome dele é Atlas. Atlas, segundo a lenda, era capaz de pegar o mundo com as mãos, colocá-lo no ombro e o sair carregando.

Antigamente, especialmente entre os gregos, se achava que os gigantes de fato existiam e que tinham muita força. Hoje, porém, se sabe que os gigantes mitológicos nunca existiram e que homem algum é capaz de carregar o mundo nas costas.

Mas há alguém, mesmo não sendo gigante, que é capaz de carregar o mundo. Esse alguém é Deus. Diz Jesus: “Todo o poder me foi dado, no céu e na terra. Eis que estou convosco todos os dias, até a consumação dos séculos” (Mateus 28.18,20).

Deus consegue carregar o mundo nas costas porque ele é todo-poderoso. Para ele não há nada impossível. Ele tem todo o poder, no céu e na terra.

Deus não apenas criou o mundo, mas ainda o sustenta e guarda. O Dr. Martinho Lutero, depois de dizer que Deus Pai é todo-poderoso, conclui dizendo: “Creio que Deus me criou a mim e a todas as criaturas, me deu corpo e alma, olhos, ouvidos e todos os membros, razão e todos os sentidos, e ainda os conserva. Além disso, me dá vestes, calçados, comida e bebida, casa e lar, esposa e filhos, campos, gados e todos os bens. Supre-me abundante e diariamente de todo o necessário para o corpo e para a alma, protege-me contra todos os perigos e me guarda de todo o mal”.

Parece que todo mundo sabe disso. Só que na hora do aperto e do perigo, muitos se esquecem dessa verdade. Em vez de confiar em Deus, se desesperam e vão atrás de recursos humanos.

É por isso que se vêem tantas pessoas correndo atrás de horóscopos, macumba e feitiçaria. Outras ainda enchem o terreiro com ferradura velha, cabeça de boi e amuletos. Será que isso é confiar em Deus?

Segundo o Primeiro Mandamento, o dever do cristão é confiar em Deus acima de todas as coisas. É acreditar mais em Deus do que em médico, do que no dinheiro, do que nos bens terrenos e nos recursos humanos. É não se desesperar diante das dificuldades, mas confiar em Deus sempre.

Confia você em Deus acima de todas as coisas? Se a sua resposta for sim, então inicie o ano com confiança e otimismo, na certeza de que Deus cuidará de você, não deixando nada acontecer contra a sua vontade.


Lindolfo Pieper
Jaru, RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

sábado, 18 de dezembro de 2010

O NATAL É PARA TODOS


No ano de 1755 um grupo de pioneiros da Pensilvânia, Estados Unidos, estava sendo cercado por várias tribos de índios. Os pioneiros decidiram se reunir numa pequena vila. De dia podiam ver os índios ajuntando-se de várias direções. E à noite podiam observar os sinais de fogo, ouvir os gritos de guerra e as batidas dos tambores. A situação era desesperadora.

Então veio o Natal. Cedo de manhã, homens, mulheres e crianças se reuniram na vila e começaram a cantar hinos de Natal. Ao terminar de cantar, olharam e, para a sua surpresa, viram que os índios estavam se dispersando, embrenhando-se nas matas.

Mais tarde, ao se tornarem amigos dos índios, estes explicaram porque fizeram isso. Enquanto os chefes estavam reunidos em conselho de guerra, os ventos traziam aos seus ouvidos o som doce e alegre dos cânticos de Natal. A música espantara a hostilidade dos seus corações. Foi assim que aqueles pioneiros da Pensilvânia foram salvos do massacre. Aquele Natal foi especialmente alegre e significativo para eles.

Este Natal pode ser significativo e alegre também para você, independentemente da situação em que você se encontrar, se você cantar com sinceridade os hinos de Natal e crer na mensagem que os anjos anunciaram aos pastores das campinas de Belém: “Não temais: eis aqui vos trago boa nova de grande alegria, que o será para todo o povo. É que hoje vos nasceu na cidade de Davi o Salvador, que é Cristo o Senhor” (Lucas 2.10,11).

O relato do nascimento de Jesus Bíblia Sagrada é feito com palavras tão simples, corriqueiras e fáceis que até uma criança pode entender a sua mensagem. Por outro lado, esta mensagem é tão profunda que nem mesmo a mente mais intelectualizada pode compreendê-la. Porque naquela manjedoura de Belém está o poderoso Filho de Deus, o Salvador do mundo.

Muitas pessoas acham que o Natal não é para elas, pois o consideram muito infantil para as suas mentes intelectualizadas. Mas o Natal é para todos, porque “todos pecaram e carecem da graça de Deus” (Romanos 3.23).

Desde a queda de Adão e Eva em pecado, todos necessitam da graça de Deus, não importando a sua cor, nacionalidade, idade ou classe social. Uma vez que todos são pecadores, todos precisam de Jesus: pobres e ricos, pretos e brancos, homens e mulheres, crianças e adultos.

O Natal, portanto, também é para você, uma vez que você também é pecador. Celebre-o com alegria, ciente de que você também é alvo do amor de Deus. Diz o Senhor Deus na sua Palavra: “Com amor eterno te amei, por isso com benignidade te atraí” (Jeremias 31.3).


Lindolfo Pieper
Jaru, RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil