sábado, 1 de maio de 2010

O AMOR DE MÃE


Quando começaram a remover as ruínas da Segunda Guerra Mundial, os trabalhadores se depararam nos porões de um prédio destruído, em München, Alemanha, com um quadro impressionante. O bombardeio havia rompido o encanamento de água e os refugiados, nos fundos deste porão, morreram afogados. E entre os mortos encontrava-se, bem ao fundo, o esqueleto de uma mãe erguendo nos braços o esqueleto do filho.

Era uma das mães desconhecidas que procurava salvar desesperadamente o seu filho das rajadas dos metralhadores e da água que enchia o esconderijo. O quadro dessa mãe, erguendo seu filho, é o retrato do amor de uma mãe.

O amor de mãe é o amor terreno mais bonito e perfeito que existe sobre a terra. Uma mãe é capaz de fazer tudo pelo seu filho, até mesmo dar a sua vida por ele. A mãe não se importa de passar noites acordada, cuidando do seu filho doente. Com carinho prepara a sua mamadeira e, depois de grande, ainda continua se preocupando com ele.

O amor de mãe é tão grande e tão bonito que chega a ser comparado na Bíblia com o próprio amor de Deus. Diz o Senhor no livro do profeta Isaías, capítulo 49, versículo 15: “Acaso pode uma mulher esquecer-se do filho que ainda mama, de sorte que não se compadeça do filho do seu ventre? Mas ainda que esta viesse a se esquecer dele, eu, todavia, não me esquecerei de ti”.

Em todo mundo, no espaço de apenas uma hora, realizam-se 1300 casamentos e 100 divórcios. Nesse mesmo período nascem 7200 crianças.

Tornar-se mãe é muito fácil. Mas ser mãe de fato é que é difícil. Não basta apenas o afeto natural de mãe para com o filho. Isso os animais também tem.

Para muitas mães os filhos são uns verdadeiros pesos, uma grande cruz. Passam o dia todo reclamando e xingando os seus filhos. A mãe cristã, no entanto, reconhece no filho um presente de Deus e desde cedo o procura educar no caminho do Senhor.

A grande missão da mulher é ser mãe. A mulher foi feita para guardar e dar vida. Deus conferiu à mãe uma alta dignidade e uma importante tarefa na família, na comunidade e na esfera social. Disse alguém: “A mão que embalo o berço é a mão que governa o mundo”.

Por trás de todo grande homem há uma grande mulher. Samuel não teria sido um grande profeta se não tivesse tido uma mãe como Ana. Tivemos que ter mães como Sara e Rebeca para vermos filhos como Isaque e Jacó. A mãe cristã é tão importante e marca tão profundamente a vida dos seus filhos que o próprio Jesus, nos últimos momentos de sua vida, pendurado na cruz, se lembrou de sua mãe.

A mãe cristã tem consciência do seu sagrado dever de ser colaboradora de Deus. Ela reconhece nos seus filhos uma grande bênção de Deus e se sente responsável pela educação e formação do lar.

Na China comunista Mão Tse Tung instituiu nas escolas o aprendizado obrigatório de armas de fogo. Ele deu às crianças armas de verdade para aprenderem desde cedo a se defenderem do perigo.

As mães cristãs têm o sagrado dever de ensinar desde pequenino aos seus filhos o uso da arma do espírito, que é a Palavra de Deus, para se defenderem do pecado. Ninguém pode se queixar se o seu filho se tornou ladrão, vagabundo ou viciado em drogas. Pois Deus nos deu uma arma para combater esses males, que é a sua Palavra.

O trabalho da mãe não é só construir para esta vida, mas para a eternidade. De que adiante vocês, mães, ensinarem aos seus filhos como viver bem aqui na terra se eles não sabem como ir para o céu? O preparo para esta vida é importante, porém mais importante ainda é o preparo para a eternidade.

Por isso, prezada mãe, não se preocupe apenas com o lado material dos seus filhos, mas também pelo seu lado espiritual. Leve-os sempre à igreja, leia diariamente a Bíblia com eles. Enfim: aproveite todas as oportunidades que você tiver para educar os seus filhos no caminho do Senhor. E você se sentirá recompensada – aqui e na eternidade.

Lindolfo Pieper

Jaru, RO – Brasil

Igreja Evangélica Luterana do Brasil

sexta-feira, 16 de abril de 2010

COMO SUPERAR AS ADVERSIDADES

Um dia um homem, andando pelo campo, avistou um casulo, com um pequeno buraco, se movendo. Ele se sentou em cima duma tora de madeira e começou a observar durante horas a fio a borboleta se esforçando para fazer o seu corpo passar através daquele pequeno orifício. De repente ela parou de fazer qualquer progresso. Parecia que ela tinha ido o mais longe possível, até o limite de suas forças.

Então o homem decidiu ajudar a borboleta: pegou uma tesoura e cortou o restante do casulo. A borboleta saiu com facilidade. Mas o seu corpo estava murcho, pequeno e estava com as asas amassadas.

O homem continuou a observar a borboleta, porque ele julgava que, a qualquer momento, as suas asas se abririam e ela sairia voando. No entanto, nada disso aconteceu. A borboleta passou o resto da vida rastejando pelo chão com um corpo murcho e as asas encolhidas. Ela nunca foi capaz de voar.

O homem, em sua gentileza e vontade de ajudar, não sabia que o casulo apertado e o esforço da borboleta para passar através da pequena abertura, faziam com que o fluído do corpo da borboleta fosse para suas asas e, deste modo ela estaria pronta para voar.

Algumas vezes é justamente o esforço que precisamos em nossa vida. Se Deus permitisse que passássemos a vida toda sem qualquer obstáculo, nós nos tornaríamos aleijados, espiritualmente atrofiados. Nós não iríamos nos tornar tão fortes como deveríamos e nem alçar vôos como Deus espera que façamos.

São os ventos fortes que agitam as árvores, que fazem com que as suas raízes se aprofundam. São as grandes quedas de água que geram energia nas turbinas elétricas. São os exercícios físicos que tornam os atletas resistentes. E são as provações, as dificuldades e os obstáculos da vida que tornam os cristãos fortes, espiritualmente maduros e preparados para a luta. Diz o apóstolo Paulo: “Também nos alegramos nos sofrimentos, pois sabemos que os sofrimentos produzem a paciência, a paciência traz a aprovação de Deus, e esta aprovação cria a esperança” (Romanos 5.3).

Por isso Deus, às vezes, permite que passemos por provações. Por isso Deus nem sempre atende as nossas orações como desejaríamos. Freqüentemente pedimos uma coisa e Deus nos dá uma coisa, totalmente diferente. É como disse alguém: “Eu pedi força, e Deus me deu dificuldades para me fazer forte. Eu pedi sabedoria, e Deus me deu problemas para resolver. Eu pedi prosperidade, e Deus me deu força para trabalhar. Eu pedi coragem, e Deus me deu perigo para superar. Eu pedi amor, e Deus me deu pessoas com problemas para ajudar. Eu pedi favores, e Deus me deu oportunidades para trabalhar”.

E ele então conclui, dizendo: “Eu não recebi nada do que pedi, mas recebi tudo o que precisava”. Esta deve ser a experiência de todo o verdadeiro filho de Deus.

Aprendamos, pois, a exemplo da borboleta, a extrair força da fraqueza, sabendo que o esforço é necessário para desenvolver as nossas virtudes; e que, quando estamos fracos, então é que somos fortes, porque, conforme a Palavra de Deus, o poder de Deus se aperfeiçoa na fraqueza (2 Coríntios 12.9-10).

Lindolfo Pieper

Jaru, RO – Brasil

Igreja Evangélica Luterana do Brasil


sábado, 3 de abril de 2010

A RESSURREIÇÃO DE CRISTO


Por muitos anos se duvidou que alguém pudesse escalar o Monte Everest, no Himalaia, o pico mais alto do mundo. Esta dúvida, no entanto, desapareceu quando, no dia 29 de maio de 1953, Edmund Hillary, um neozelandês, chegou pela primeira vez ao topo desse enorme monte.

Na Sexta-feira da Paixão Jesus escalou o monte Calvário. À semelhança do Monte Everest, isso parecia uma tarefa impossível. Não pela altitude em si, mas pelo que isso representava, pela missão que Jesus tinha a cumprir. Pois, ao galgar o monte Calvário, Jesus estava para oferecer a sua própria vida, a fim de salvar a humanidade perdida.

Será que Cristo conseguiu alcançar o seu objetivo de vencer tamanho obstáculo? Os inimigos achavam que não. Achavam que Jesus havia fracassado, ao morrer de uma forma tão vergonhosa na cruz.

Veio, porém, a manhã de Páscoa, e com ela o maior acontecimento da história: Jesus saiu da sepultura. E, para não deixar nenhuma dúvida de que ele vencera a morte e o pecado, Jesus apareceu aos seus discípulos, sendo que uma dessas vezes no monte da Galiléia. E diz o evangelista Mateus em seu Evangelho, capítulo 28, versículo 17: “Quando o viram, o adoraram; mas alguns duvidaram”.

Para os que creram, não havia nenhuma dúvida: lá estava a pedra removida, o túmulo vazio e a presença física de Jesus. Mesmo alguns daqueles que, como Tomé, no primeiro momento tinha duvidado, com as suas freqüentes aparições, passaram a crer também.

A ressurreição de Jesus é uma das pedras fundamentais da fé cristã. Ela prova que Cristo é verdadeiramente o Filho de Deus e que há vida depois da morte. A ressurreição de Jesus é de tamanha importância que o apóstolo Paulo chega a dizer que “se Cristo não ressuscitou dos mortos, é vã a vossa fé, e ainda permaneceis nos vossos pecados” (1 Coríntios 15.17).

Por isso Jesus apareceu tantas vezes aos seus discípulos, para que não tivessem nenhuma dúvida a respeito da sua ressurreição. E é por isso que ele também nos deu o Evangelho, para nos testemunhar sobre a sua ressurreição.

Que a alegria da Páscoa se faça presente em todos os dias de sua vida, na certeza de que, como Cristo ressuscitou, nós também ressuscitaremos; somos, portanto, as pessoas mais felizes do mundo.

Lindolfo Pieper
Jaru, RO – Brasil

Igreja Evangélica Luterana do Brasil


quinta-feira, 4 de março de 2010

ALGUÉM TINHA QUE MORRER


Em Rotterdam, na Holanda, existe uma casa conhecida como a Casa dos Mil Terrores. Ela recebeu esse nome no século 16, quando os holandeses se rebelaram contra o domínio espanhol. Então o rei da Espanha enviou uma grande tropa de exército para debelar essa rebelião. Para tomar a cidade, os soldados espanhóis foram de casa em casa, prendendo e matando os seus cidadãos. Um terror muito grande sobreveio a todos.

Vendo os soldados se aproximarem, um grupo de pessoas se escondeu numa casa. E o medo começou a tomar conta dos seus corações. Então alguém teve uma idéia. Ele pegou um cabrito e o matou. Com uma vassoura começou a varrer o sangue por baixo da porta. Os soldados, vendo o sangue escorrer por baixo da porta, pensando ser o sangue dos holandeses que ali havia se escondido, disseram: “Vamos embora, o nosso trabalho aqui terminou. Olhem ali o sangue!” Os soldados então foram embora, e as pessoas que estavam dentro daquela casa puderam escapar com vida.

Uma coisa muito parecida aconteceu por ocasião da morte de Jesus. Os principais sacerdotes e escribas, vendo os milagres que Jesus estava realizando, convocaram o Sinédrio para decidir o que fazer com ele, pois diziam: “Se deixarmos que ele continue assim, todos vão acreditar nele. Então as autoridades romanas vão agir contra nós e destruir o templo e o nosso povo”. Então Caifás, que era o chefe dos sacerdotes naquele ano, disse: “Vocês ainda não entenderam? É melhor que morra apenas um homem pelo povo do que deixar que o país todo seja destruído” (João 11.47-50).

Caifás, sem saber, disse uma grande verdade. Alguém tinha que morrer para que o mundo todo não perecesse. E Jesus morreu. Ele derramou o seu sangue para aplacar a ira de Deus e nos tornar aceitáveis diante dele. Diz o apóstolo Pedro: “Cristo morreu, uma única vez, pelos pecados de todos, o justo pelos injustos, para conduzir-nos a Deus” (1 Pedro 3.18) E o autor da Carta aos Hebreus acrescenta: “Sem derramamento de sangue não há remissão” (Hebreus 9.22).

Jesus serviu de bode expiatório, tanto para o povo judeu como para toda a humanidade. Os judeus estavam para serem massacrados pelos romanos por causa de suas constantes revoltas. E eles arranjaram um culpado por tudo o que estava acontecendo. Jesus é o bode expiatório da humanidade, porque, com a sua morte, como cordeiro de Deus, expiou a nossa culpa.

Por isso cantamos: “Corre uma fonte divinal de sangue do Senhor. Ali terá perdão real o pobre pecador. //Eu nessa fonte banharei meu sujo coração. Junto a Jesus então terei completa redenção”.

Lindolfo Pieper
Jaru, RO – Brasil

Igreja Evangélica Luterana do Brasil


O HOMEM PLANEJA E DEUS MANEJA


“O homem planeja e Deus maneja”, disse um diplomata francês a Napoleão, quando este ameaçou varrer o império russo da face da terra. Ao que Napoleão respondeu: “Eu sou aquele que planeja e o que maneja”. E a história nos conta como Deus humilhou a Napoleão, fazendo-o fugir para a ilha de Santa Helena; aonde, mais tarde, faleceu.

Thomas Paine veio da Inglaterra para a América em 1787 e ficou famoso escrevendo vários panfletos sobre a paz. Então ele decidiu escrever a sua obra prima, denominada A Era da Razão, na qual zombava do cristianismo. “Esta obra vai destruir a Bíblia”, dizia ele. “Dentro de 100 anos a Bíblia irá desaparecer totalmente, podendo ser encontrada apenas em museus ou livrarias que vendem livros usados”.

O seu livro foi publicado em 1794. Esta obra, porém, ao contrário do que Paine esperava, arruinou a sua vida e o lançou na desgraça, tanto assim que ele chegou a dizer: “Se pudesse eu daria o mundo para jamais ter escrito A Era da Razão”.

Paine ficou inválido e morreu em 1809, sozinho, sem amigos e sem recursos. A Bíblia, porém, continua sendo um best-seller até hoje.

Verdadeiras são as palavras de Paulo, citando o profeta Isaías: “Destruirei a sabedoria dos sábios e aniquilarei a inteligência dos entendidos. Porventura, não tornou Deus louca a sabedoria do mundo?” (1 Coríntios 1.19,20). E o apóstolo Pedro acrescenta: “Todos os seres humanos são como a erva do campo e a grandeza deles como a flor da erva. A erva seca e as flores caem. Mas a palavra do Senhor permanece para sempre” (1 Pedro 1.24,25).

Atitude semelhante à de Paine demonstraram os principais sacerdotes quando planejaram matar a Jesus. O seu plano era acabar com Jesus, aquele homem que era capaz de ressuscitar uma pessoa da morte, como fizera com Lázaro. Como não devem ter se alegrado quando, de repente, descobriram que um dos seus próprios seguidores, Judas, estava disposto a entregá-lo à morte! No evangelho de Mateus, capítulo 26, versículo 16 lemos: “Judas procurava uma oportunidade para trair a Jesus”.

Os judeus pensavam que seriam capazes de extinguir o nome de Jesus sobre a terra. Deus, no entanto, frustrou o plano dos judeus.

Eles, de fato, conseguiram matar a Jesus. Mas, ao contrário do que haviam planejado, o nome de Jesus não se extinguiu. Conforme o plano de Deus, no terceiro dia ele ressuscitou da morte, subiu aos céus e está assentado à direita de Deus.

Hoje o nome de Jesus é anunciado em todo o mundo. O seu nome é invocado, lembrado e reverenciado pelos seus fiéis seguidores em toda parte. E, dizem-nos as Escrituras, que “ao nome de Jesus se dobra todo o joelho, nos céus, na terra e debaixo da terra” (Filipenses 2.10).

E dos inimigos de Cristo, o que é feito? Eles foram espalhados pela face da terra, sendo apenas conhecidos hoje como aqueles que mataram a Jesus.

O plano de Deus é salvar o ser humano, redimi-lo do pecado e aproximá-lo de si. Deus executou este plano ao enviar Cristo ao mundo, e incumbiu a sua igreja de anunciá-lo aos homens.

Não quer você fazer parte deste plano e ajudar na evangelização do mundo, levando Cristo para todas as nações?


Lindolfo Pieper
Jaru, RO – Brasil

Igreja Evangélica Luterana do Brasil


quarta-feira, 24 de fevereiro de 2010

A MENSAGEM DAS VELAS


Numa gruta abandonada pelos homens havia quatro velas acesas. As velas falavam. A primeira vela dizia: “Sou a Paz. Sem mim o mundo seria desgraçado, todos se matando por nada. Ilumino o caminho do trabalho, da concórdia e do progresso”. Nisso, o vento entrou por uma fresta e apagou a vela da Paz.

A segunda vela também falou: “Sou a Fé. Sem mim a humanidade não valeria nada, seria um animal desnorteado, sem saber onde está e para onde vai. Ilumino a alma do homem, levando-o para o caminho de Deus e dos anjos”. Novamente o vento entrou por uma fresta e apagou a vela da Fé.

A terceira vela parecia a mais bonita, a que iluminava mais forte e mais longe: “Sou o amor. Sem mim os homens seriam vazios, não se compreenderiam, não saberiam o que fazer de si mesmos”. Mais uma vez o vento entrou e apagou a vela do Amor.

Sobrou a última vela, que parecia a mais modesta e inútil: “Sou a Esperança. Não devo valer muita coisa, nada faço materialmente, mas aqui estou, com uma vantagem sobre as demais: nenhum vento me apaga. E tem mais: como continuo brilhando aqui no meu canto, escondidinha e humilde, faço sempre o meu trabalho. Sem mim a escuridão seria total e eterna”. E dizendo isso a vela da Esperança acendeu as outras velas, passando a sua luz para a Paz, o Amor e a Fé.

Diz a Palavra de Deus: “Agora, pois, permanecem a fé, a esperança e o amor; estes três, porém o maior destes é o amor” (1 Coríntios 13.13).

Felizes são os que em meio às lutas e adversidades, em meio a doenças, fracassos e decepções, encontram forças para manterem vivos dentro de si a fé, a esperança e o amor.

A fé é uma força poderosa. Ela vem de um coração que crê em Jesus, que deu sua própria vida por causa de nossos pecados, que perdoa quem se arrepende e nele crê de coração.

A esperança também é uma força poderosa. Quando a esperança se vai, o que é que resta? Muitos caem logo no desespero. Quer dizer: quem não tem esperança acaba não mais confiando sua vida e seus problemas ao Senhor, porque já não mais espera pela sua ajuda.

E o amor? Somente o amor pode preencher os vazios que resultam dos sonhos não realizados e dos desejos não atingidos. Alguém disse certa vez: “Sempre que existe um vazio em sua vida, enche-o de amor”.

Que todas as velas fiquem acesas sempre, iluminando o nosso caminho e apontando para Cristo: o caminho, a verdade e a vida – somente através de quem podemos chegar a Deus.


Lindolfo Pieper
Jaru, RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil

quarta-feira, 10 de fevereiro de 2010

O FOLIÃO MASCARADO

Era época de Carnaval. Um dos foliões, que morava no interior, se preparou para ir ao ensaio na cidade. Colocou uma máscara de diabo no rosto, pegou o carro e saiu. No caminho ele foi surpreendido por uma tempestade. O seu carro desgovernou, saiu da estrada e caiu num precipício. Apesar dos estragos, ele saiu com vida.

Desorientado, o folião procurou algum socorro. Caminhou um pouco e logo avistou, não muito longe, uma igreja com os fiéis reunidos nela. Os fiéis, vendo este homem mascarado, pensando que fosse o diabo, se puseram a correr. Uns saíram pela frente, outros fugiram pelos fundos e ainda outros pularam pela janela.

Mas, uma senhora, meio idosa, por causa da sua idade, não conseguiu fugir. E foi a ela que o homem se dirigiu para pedir socorro. Ela, porém, com medo, não sabendo o que fazer, se ajoelhou diante dele, exclamando: “Senhor Satanás, não me faça nenhum mal, pois somos amigos. Na verdade, nestes meus quase setenta anos de idade, embora tenha sempre procurado servir a Deus, nunca deixei de lhe servir também um pouco”.

Esta história, meio pitoresca, nos mostra o que realmente acontece na vida de muitas pessoas. Elas se dizem cristãs, mas nunca deixam de servir também um pouco ao diabo. Elas estão sempre com um pé na igreja e o outro no mundo, isto é, querem servir a Deus e ao diabo ao mesmo tempo.

E isso, conforme a Bíblia, não é possível. Diz Jesus no Evangelho de Mateus, capítulo 6, versículo 24: “Ninguém pode servir a dois senhores: porque ou há de aborrecer-se de um e amar ao outro; ou se devotará a um e desprezará ao outro. Não podeis servir a Deus e as riquezas”.

É muito conhecida a história daquele rapaz que, ao atravessar uma ponte perigosa, começou a pedir a ajuda de Deus. Mas, com medo de que o diabo o pudesse derrubar, começou também a pedir a ajuda dele, dizendo, na medida em que ia atravessando a ponte: “Deus é bom, mas o diabo também não é ruim”.

Na vida cristã não é possível, conforme se costuma dizer, acender uma vela para Deus e outra para o diabo. Precisamos de nos definir. As duas coisas não se conciliam – ou seguimos bem a Deus ou seguimos ao mundo.


Lindolfo Pieper
Jaru, RO – Brasil
Igreja Evangélica Luterana do Brasil